Superficial, mas profundo.
“Shadow of The Colossus pode fazer com que até o
mais frio dos homens sinta o quão horrível é a dor da solidão, além de mostrar
que independente do tamanho do problema, tudo pode ser resolvido com calma e
estudo da situação. Será que já não está na hora de admitirmos que jogos não
são apenas meros brinquedos?”
Shadow of the Colossus é um
jogo de Ação e Aventura, desenvolvido pela TEAMICO e distribuído pela Sony,
sendo lançado no dia 18 de outubro de 2005, para Playstation 2. É “sucessor
espiritual” do brilhante ICO.
https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTQ3UHvU7zIaeAYuje2NaEbQdOBpiW9mSvt-uyaq8DXRLWNGKxu
Nota final: 10,0
O jogador encarna um jovem de nome
Wander, que na cutscene inicial, aparece entrando em uma terra misteriosa e
isolada de qualquer povoado. Em seus braços está Mono, uma jovem mulher, que
fora morta por algum motivo não explicitado. Junto a ele ainda temos sua fiel
companheira, Agro, uma égua muito maior que o padrão, e a Espada Sagrada, roubada pelo protagonista .Ao chegar no altar e posicionar Mono, uma voz surge, dizendo que
seu desejo seria atendido, porém a consequência seria devastadora. Ignorando
completamente o risco que corria, Wander aceita os termos. Sua tarefa seria
eliminar cada um dos dezesseis gigantes que habitavam aquela terra. E assim
começa a aventura.
Memória é essencial.
Alguns jogadores podem
encontrar dificuldades com os controles do jogo. De fato, ele possui comandos
não usais(incluindo a câmera,que deve ser talvez a única falha do jogo, mas
nada que tire seu brilho), fazendo com que a curva de aprendizado seja mais
íngreme nos primeiros minutos, mas nada que boas horas de jogatina não
consertem. Por exemplo, Wander não se agarra automaticamente. Caso queira pular
de um lugar para outro, deverá ser executado o botão de pulo e logo em
sequência o botão para se segurar.
Portanto, gravar os comandos é essencial. “Ok, mas pelo menos a
jogabilidade é boa durante as batalhas?” Bem, agora vem um divisor de águas. Em
Shadow of The Colossus, não há inimigos
além dos chefes. Isso mesmo. O jogo é apenas boss-fights. “Hmm, então para fechar o jogo basta vencer 16 lutas?
Isso não torna o jogo fácil e curto demais?” Por incrível que pareça, a
resposta é não. Fumito Ueda (coincidência podermos abreviar seu nome para
F.Ueda? ), diretor e criador do jogo, foi muito ousado ao criar o game com
somente boss-fights.Apesar de poucas são
16 lutas completamente diferentes e com uma estratégia única para derrubar cada
gigante. O tempo médio para derrotar cada chefão é de 60-70 minutos( quando
jogado pela primeira vez), deixando o jogo com muitas horas de duração,
Para ver e ouvir!
A ambientação do jogo foi
muito bem feita. Os cenários da terra desconhecidas são muitos bonitos,
variando desde desertos até construções antigas. Além disso, o gráfico do jogo é muito bom
para a época, pois o PS2 já estava em seu fim e os desenvolvedores já
conseguiam explorar o máximo do hardware. A dublagem do jogo é boa,
principalmente para a “voz sombria” com quem Wander fez o pacto. Essa voz é
composta por vozes masculinas e femininas mescladas, usando também uma
linguagem mais arcaica, como pode ser visto na legenda. Aliás, o domínio do
Inglês é, infelizmente, de suma importância para o entendimento da história,
pois muitas vezes é usado o inglês arcaico, que mesmo sendo bem semelhante com inglês
moderno, pode ser um pouco difícil de compreender.
A trilha sonora do jogo é
simplesmente perfeita, sendo lembrada até nos dias de hoje, quase 10 anos após
o lançamento. Mas você só irá ouvi-la durante o calor das batalhas, sendo o
resto do jogo em um completo silêncio. E isso não é relaxo dos produtores, não.
O objetivo deles foi passar a ideia de solidão, e funcionou perfeitamente.
| http://www.electricblueskies.com/wp/wp-content/uploads/2011/02/Shadow-of-the-Colossus-SOTC-Wallpaper-Avion-Delta-Phoenix-00-1.jpg |
“Já vi
isso em algum lugar...”
Não dá para negar: Um jovem
tentando salvar uma donzela não é nada original. Mas a forma depressiva e
pesada de como a história é contada é seu grande diferencial. Aqui justifico o
título dado à análise. O jogo conta muito pouco a história. Ela está nos detalhes
e nas emoções. Mas, conforme o jogador for progredindo na história, um clima
mais pesado, profundo vai tomando conta dele. Não há a necessidade de algo ser
original para ser bom, apesar ficar mais difícil alcançar a perfeição usando
algo criado por outros.
Perfeito?
Shadow of the Colossus
sempre dá as caras em listas de melhores jogos de todos os tempos, e certamente
ele merece todo esse reconhecimento. Em MINHA OPINIÃO, sim, o jogo é perfeito. Desde o começo até o inevitável fim, não
há nada que eu adicionaria e nem nada que eu tiraria. Os 16 colossi selecionados dos 32 criados
realmente demonstram a criatividade e o brilho de Fumito Ueda.
PON TOS
POSITIVOS
- BOSSES CRIATIVOS
- BOSSES CRIATIVOS
- LUTAS
MEMORÁVEIS
- VISUAIS E
AMBIENTAÇÃO PERFEITOS
- TRILHA
SONORA ÉPICA
- JOGABILIDADE
ÚNICA
- HISTÓRIA
SURPREENDENTE
PONTOS NEGATIVOS:
-NÃO HÁ
Nota final: 10,0
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