quinta-feira, 16 de abril de 2015

ANÁLISE: SHADOW OF THE COLOSSUS

Superficial, mas profundo.

“Shadow of The Colossus pode fazer com que até o mais frio dos homens sinta o quão horrível é a dor da solidão, além de mostrar que independente do tamanho do problema, tudo pode ser resolvido com calma e estudo da situação. Será que já não está na hora de admitirmos que jogos não são apenas meros brinquedos?”



Shadow of the Colossus é um jogo de Ação e Aventura, desenvolvido pela TEAMICO e distribuído pela Sony, sendo lançado no dia 18 de outubro de 2005, para Playstation 2. É “sucessor espiritual” do brilhante ICO.
O jogador encarna um jovem de nome Wander, que na cutscene inicial, aparece entrando em uma terra misteriosa e isolada de qualquer povoado. Em seus braços está Mono, uma jovem mulher, que fora morta por algum motivo não explicitado. Junto a ele ainda temos sua fiel companheira, Agro, uma égua muito maior que o padrão, e a Espada Sagrada, roubada pelo protagonista .Ao chegar no altar e posicionar Mono, uma voz surge, dizendo que seu desejo seria atendido, porém a consequência seria devastadora. Ignorando completamente o risco que corria, Wander aceita os termos. Sua tarefa seria eliminar cada um dos dezesseis gigantes que habitavam aquela terra. E assim começa a aventura.

           


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      Memória é essencial.
Alguns jogadores podem encontrar dificuldades com os controles do jogo. De fato, ele possui comandos não usais(incluindo a câmera,que deve ser talvez a única falha do jogo, mas nada que tire seu brilho), fazendo com que a curva de aprendizado seja mais íngreme nos primeiros minutos, mas nada que boas horas de jogatina não consertem. Por exemplo, Wander não se agarra automaticamente. Caso queira pular de um lugar para outro, deverá ser executado o botão de pulo e logo em sequência o botão para se segurar.  Portanto, gravar os comandos é essencial. “Ok, mas pelo menos a jogabilidade é boa durante as batalhas?” Bem, agora vem um divisor de águas. Em Shadow of The Colossus, não há inimigos além dos chefes. Isso mesmo. O jogo é apenas boss-fights. “Hmm, então para fechar o jogo basta vencer 16 lutas? Isso não torna o jogo fácil e curto demais?” Por incrível que pareça, a resposta é não. Fumito Ueda (coincidência podermos abreviar seu nome para F.Ueda? ), diretor e criador do jogo, foi muito ousado ao criar o game com somente boss-fights.Apesar de poucas são 16 lutas completamente diferentes e com uma estratégia única para derrubar cada gigante. O tempo médio para derrotar cada chefão é de 60-70 minutos( quando jogado pela primeira vez), deixando o jogo com muitas horas de duração,


           Para ver e ouvir!
A ambientação do jogo foi muito bem feita. Os cenários da terra desconhecidas são muitos bonitos, variando desde desertos até construções antigas.  Além disso, o gráfico do jogo é muito bom para a época, pois o PS2 já estava em seu fim e os desenvolvedores já conseguiam explorar o máximo do hardware. A dublagem do jogo é boa, principalmente para a “voz sombria” com quem Wander fez o pacto. Essa voz é composta por vozes masculinas e femininas mescladas, usando também uma linguagem mais arcaica, como pode ser visto na legenda. Aliás, o domínio do Inglês é, infelizmente, de suma importância para o entendimento da história, pois muitas vezes é usado o inglês arcaico, que mesmo sendo bem semelhante com inglês moderno, pode ser um pouco difícil de compreender.
A trilha sonora do jogo é simplesmente perfeita, sendo lembrada até nos dias de hoje, quase 10 anos após o lançamento. Mas você só irá ouvi-la durante o calor das batalhas, sendo o resto do jogo em um completo silêncio. E isso não é relaxo dos produtores, não. O objetivo deles foi passar a ideia de solidão, e funcionou perfeitamente.

    
          
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  “Já vi isso em algum lugar...”

Não dá para negar: Um jovem tentando salvar uma donzela não é nada original. Mas a forma depressiva e pesada de como a história é contada é seu grande diferencial. Aqui justifico o título dado à análise. O jogo conta muito pouco a história. Ela está nos detalhes e nas emoções. Mas, conforme o jogador for progredindo na história, um clima mais pesado, profundo vai tomando conta dele. Não há a necessidade de algo ser original para ser bom, apesar ficar mais difícil alcançar a perfeição usando algo criado por outros.




                  Perfeito?
Shadow of the Colossus sempre dá as caras em listas de melhores jogos de todos os tempos, e certamente ele merece todo esse reconhecimento. Em MINHA OPINIÃO, sim, o jogo é perfeito. Desde o começo até o inevitável fim, não há nada que eu adicionaria e nem nada que eu tiraria. Os 16 colossi selecionados dos 32 criados realmente demonstram a criatividade e o brilho de Fumito Ueda.

PON TOS POSITIVOS
         -  BOSSES CRIATIVOS
- LUTAS MEMORÁVEIS
- VISUAIS E AMBIENTAÇÃO PERFEITOS
- TRILHA SONORA ÉPICA
- JOGABILIDADE ÚNICA
- HISTÓRIA SURPREENDENTE

PONTOS NEGATIVOS:
-NÃO HÁ







Nota final: 10,0